fragmento 1

JOGUEI AS cartas sozinho. apostei mentalmente. disse que não ia voltar. fiz milhares de promessas; quis me disciplinar, penso em deixar, desistir dos trabalhos. gostaria de te dizer VEM aqui agora me deixa encostar a cabeça em seu ombro para que eu possa ouvir o silencio respirações sentir o conforto a segurança; tirei das minhas sensações o resto do vazio que estilhaçou este lado de cá, este lado de cá, este lado de cá, este lado de cá.

não me devolva a camisa, que no gesto meu está o jeito meu de te defender de acreditar, de apostar as cartas, não me confunda, não queira me responder, a sós com essas deduções que alimentam ainda mais a covardia que tu tens de não me dizer que já não ama mais nenhum pedaço de mim.

curiosamente não sei me embriagar – não vou cair em outros abismos, pois na lucidez dará pra perceber que minha projeção, projeção do eu, de minhas afetividades, dos acontecimentos passados transformados em imagens tem descolado-se do seu ser.

porém, não te verei apenas como pedaço ambulante de carne e de libido. porém, é o que somos; joguei as

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